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Mensagens

Todas as minhas fontes vêm de ti As nascentes E amo-te com a constância do moribundo que respira Já sem saber de que lado o visita a morte Procuro a ligação entre ti e a luz muito miudinha depois dos temporais Entre a luz e os estilhaços nas ruas bombardeadas Desconheço o colar onde unes tudo Procuro entender como é que moldas Os meus pés ao equilíbrio que os desloca no chão Sei que és tu que me levantas Que remendas o meu corpo cada dia Em ti encontro a pulsação Que rebenta - uma artéria como nunca Tinha jorrado. Cratera onde durmo Recluso, árvore à chuva Em dificuldade extrema De respiração Ponho a cabeça entre os ramos, lanço os braços para fora Como um pássaro entre um bando De disparos Tu moves as agulhas, tu unes de novo As minhas asas à curva do céu Daniel Faria

Coisas que têm quereres

Duas luas no céu na palma da mão

Duas luas no céu e duas canções Dois olhares que se cruzam a procurar Um sol um luar E todos os lugares onde a luz se pode abraçar Doze luas em ti e sete marés Sete barcos navegam a procurar Um porto uma praia Talvez no fim do mar onde alguém nos venha esperar Vem comigo no rasto de sol Eu vou contigo Vem comigo do outro lado das muralhas Eu vou contigo Duas luas no céu na palma da mão Dois olhares que se entregam até ao fim Do corpo e da alma Em todos os lugares onde o mundo me fala de ti À tua volta há luz de sete luares Sete barcos navegam para encontrar Um fogo um calor Talvez no fim de tudo haja força pra recomeçar Vem comigo no rasto de sol Eu vou contigo Vem comigo do outro lado das muralhas Eu vou contigo Duas luas no céu e duas canções Dois olhares que se cruzam a procurar Um sol um luar E todos os lugares onde a luz se pode tocar Vem comigo no rasto de sol Eu vou contigo Vem comigo do outro lado das muralhas Eu vou contigo

Coisas que têm quereres

"Esqueces que às vezes, quando falha o chão, o salto é sem rede e tens de abrir as mãos. 
“Tivemos partes piores, alturas tristes, deprimidas e mal escritas. Folhas rasgadas e deitadas para o lixo, umas a seguir às outras. Mas também tivemos momentos altos e emocionantes, de palavras bem escolhidas e aplaudidas. E vezes em que ficámos sem palavras. E vezes em que as inventámos, porque não nos chegavam as que tínhamos. Porque o que existe não é suficiente, nem nunca vai ser. É por isso que nós ainda somos nós. É por isso que o que vemos, o que temos e o que sabemos não é uma reflexão do que somos. Porque não chega.” Rita Abecasis

Porque sim