Continuo a gostar tanto deste poema como se não fosse meu.
acredito na verdade
dos lugares onde posso ir descalça
não me envergonha a pobreza da alma
que lhes entrego
das mãos estendidas dou-lhes o vazio e
em vazios
recebo
a fome de voltar
a sede de voltar
a insónia de quem volta
...
todos os dias
Patrícia
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