Avançar para o conteúdo principal
a saudade
primavera austera
demanda de luz
golpe de paz
espada de angústia
rezo eu
e zangam-se os deuses

o mar recolhe, torna
crinas soltas
areia ardente
calas o sussurro
e é verão

esgotam-se os dias
vazam as miragens
vento encanado
entras na contradança
e é outono

tormentas sem cabo
chuva na eira
casas sem homens
e tu sem casa
e é inverno

a saudade
primavera austera

PO

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Creoula

Não há como não ter saudade de estar "no meio do nada" e simplesmente confiar.

Caminhos

Em contagem decrescente