As ilhas são lugares de solidão e nunca isso é tão nítido como quando os que apenas vieram de passagem regressam e ficam no cais, a despedir-se, os que vão permanecer. Na hora da despedida, é quase sempre mais triste ficar do que partir e, numa ilha, isso marca uma diferença fundamental, como se houvesse duas espécies de seres humanos: os que vivem na ilha e os que chegam e partem.
Miguel Sousa Tavares, Equador
Miguel Sousa Tavares, Equador
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