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Sábado santo, dia de silêncio

Em Jerusalém o silêncio deve ter sido total, imenso. 
Confrontados com a Tua morte na cruz, os discípulos recolheram-se nas suas casas. 
Consigo ver o desalento nos olhares, a emoção contida nas poucas frases trocadas…Tinham andado Contigo de terra em terra, 
visto os milagres a acontecer, as escrituras a tornarem-se realidade. 
Acompanharam-Te no calvário, à distância, olhos no chão e ombros caídos. 
Como deve ter sido difícil ser Teu discípulo naquele sábado, em que tudo parecia perdido.
Perante o mistério da morte, o silêncio prevalece, suaviza a dor, permite o reencontro dentro de nós. 
Sabemos que amanhã vai soprar a brisa de Deus.
Mas hoje precisamos deste silêncio que nos une na expectativa da espera.
Sábado santo, dia de silêncio.


Isabel Figueiredo

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