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Quem veio bater à minha porta? Quem?
Quem me fez abrir a janela e a noite morta?

O caminho estava deserto e o seu silêncio tinha horas.
Vento? Esta noite tem a paz e o sossego da morte.
Só eu e as estrelas sentíamos a solidão fantástica…

Nos ouvidos e na ansiedade guardei o rumor que me chamou,
as minhas mãos tiveram a carícia doutras mãos perdidas,
e uma companhia invisível acendeu uma luz na minha alma…

Alguém terá pensado em mim, longe?

Alberto de Serpa

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