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Eu, médica?

Aí é que as escolas de Medicina têm falhado, não terem conseguido dar ao aluno a noção de que fazer clínica e atender doentes é um acto de grande responsabilidade. É um acto de grande privilégio, as pessoas dão-nos o que têm de mais sagrado, a sua vida e os seus filhos.
(...)Talvez porque este conceito da responsabilidade profissional seja muito difícil de fazer passar, mas, de facto, as pessoas são todas elas, enquanto clínicos, altamente responsáveis, assumem atitudes, têm que tomar decisões. Mesmo quando não tomam já estão a tomar decisões.


Entrevista ao Prof. Doutor Nuno Grande
In: Constança Paúl, Psicossociologia da Saúde (p.35)

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