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Andávamos às almas
Perdidos como nuvens
Secretos como nós
Brincavas aos poemas
E eu a entendê-los
Apontavas para o céu
E eu dizia que sim
As árvores, os patos
E eu dizia que sim
As tuas mãos abertas
Os pés soltos na erva
E o medo contrário
Tão susto de mim
Tu eras o poema
Eu dizia que sim


Nuno Camarneiro

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