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Solenidade da Epifania do Senhor Levanta-te e resplandece, Jerusalém, porque chegou a tua luz e brilha sobre ti a glória do Senhor. Vê como a noite cobre a terra e a escuridão os povos. Mas sobre ti levanta-Se o Senhor e a sua glória te ilumina. As nações caminharão à tua luz e os reis ao esplendor da tua aurora. Olha ao redor e vê: todos se reúnem e vêm ao teu encontro; os teus filhos vão chegar de longe e as tuas filhas são trazidas nos braços. Quando o vires ficarás radiante, palpitará e dilatar-se-á o teu coração, pois a ti afluirão os tesouros do mar, a ti virão ter as riquezas das nações.
Is 60,1-5 (Imagem: Javirroyo)
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Epifania, festa dos buscadores de Deus, dos que estão longe, que se puseram a caminho atrás de um seu profeta interior, atrás de palavras como as de Isaías: ergue a cabeça e vê. Dois verbos belíssimos, ergue, eleva os olhos, olha para o alto e à tua volta, abre as janelas de casa ao grande respiro do mundo. E olha, procura uma fissura, um espaço de céu, uma estrela polar, e de lá interpreta a vida, a partir de uma perspetiva elevada.
O Evangelho (Mateus 2, 1-12) narra a procura de Deus como uma viagem, ao ritmo da caravana, nos passos de uma pequena comunidade: caminham juntos, atentos às estrelas e atentos uns aos outros. Fixando o céu e os olhos de quem caminho ao lado, abrandando o passo segundo a medida do outro, de quem está mais fatigado.
Depois, o momento mais surpreendente: o caminho dos magos está cheio de erros: perdem a estrela, encontram a grande cidade em vez da pequena povoação; perguntam pelo menino a um assassino de meninos; procuram um palácio e encontram um casebre.…
Vasco Pinto de Magalhães: "A realidade dói muito. Por isso, foge-se dela"
14 mar, 2016 - 16:45 • Aura Miguel
https://rr.sapo.pt/noticia/49278/vasco-pinto-de-magalhaes-a-realidade-doi-muito-por-isso-foge-se-dela

O sacerdote jesuíta Vasco Pinto de Magalhães acompanhou jovens universitários em Lisboa ao longo de vários anos. Também já foi mestre de noviços em Coimbra e responsável pelo rigoroso discernimento vocacional que a Companhia de Jesus faz com os jovens que desejam ser padres. Está, agora, no Porto, a acompanhar jovens adultos e casais com filhos pequenos.
Se, ao longo da história, os jesuítas foram sempre enviados para realidades onde a proposta cristã era desconhecida ou até mesmo adversa, o padre Vasco Pinto de Magalhães garante que hoje “a linha da frente” da missão joga-se também nas novas fronteiras da modernidade e na voragem das grandes cidades, onde falar de Deus e de amor não é nada fácil. Pretextos para uma conversa com a Renascença sobre o sentido da vida n…
Para cada um a vocação ao amor adquire uma forma concreta na vida quotidiana, através de uma série de escolhas que estruturam a condição de vida (casamento, ministério ordenado, vida consagrada, etc.), a profissão, as modalidades de compromisso social e político, o estilo de vida, a gestão do tempo e do dinheiro, etc. Assumidas ou incorridas, conscientes ou inconscientes, trata-se de escolhas das quais ninguém se pode eximir. A finalidade do discernimento vocacional consiste em descobrir como as transformar, à luz da fé, em passos rumo à plenitude da alegria à qual todos nós somos chamados.



SÍNODO DOS BISPOS
XV ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA
Os jovens, a fé e o discernimento vocacional
DOCUMENTO PREPARATÓRIO
No segundo aniversário da Exortação Amoris Laetitia, entrevistámos o jesuíta Diego Fares, amigo de longa data de Jorge Bergoglio, o Papa Francisco. O discernimento, a pedra de toque do atual pontificado, é o tema principal da conversa.(...)
Olhando para o pontificado do Papa Francisco, em que pontos se sente essa atitude de discernimento mais presente?
Em todos. Por um lado, o discernimento é algo que estamos vivendo. Por outro lado, o Papa diz que não se discernem as ideias, as ideias discutem-se. Discernem-se as situações.
As ideias estão sempre em movimento, dependem da cultura, da filosofia, do paradigma que se segue, ainda mais nesta época em que temos paradigmas misturados, confusos. Quando o Papa diz que é preciso discernir, não está a dizer para se ir contra as ideias, mas está a chamar-nos a discernir como é que essas ideias se podem viver na vida quotidiana. Nesse sentido, não há nenhuma diferença com o que fez o Senhor, por exemplo, quando disse à mulher adúltera: “se ning…
Nasce, ó Jesus, e ensina-me a nascer:
quando as esperanças se rompem como coisas gastas
quando o dia não chegou a cumprir nem metade da sua promessa
quando me faltam as forças para o degrau seguinte e hesito
quando da sementeira julgo recolher apenas um vazio
quando o caminho parecia mais leve e simples do que depois foi.
Nasce, ó Jesus, e ensina-me a nascer:
quando não consigo fazer do amor uma escrita legível quando a instisfação corrói até o espaço da alegria quando as mãos desaprendem a transparente dança do dom quando não me sei abandonar verdadeiramente a ti!
Nasce, ó Jesus, e ensina-me a nascer:
diz ao meu coração que não é tarde, nem longe
segreda-me que não tenho de fazer coisa nenhuma
senão deixar-me amar.
Pe. José Tolentino Mendonça