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Toda a vida é procura

A narrativa do Evangelho João 1, 35-42 aponta as características essenciais do itinerário de fé dos discípulos de todos os tempos, inclusive para nós, a partir da pergunta que Jesus dirige aos dois que, impelidos por João Batista, se põem a segui-lo: «Que procurais?».
É a mesma pergunta que, na manhã de Páscoa, o Ressuscitado dirigirá a Maria Madalena: «Mulher, quem procuras?». Cada um de nós, enquanto ser humano, está à procura: à procura de felicidade, de amor, de vida boa e plena. Deus Pai deu-nos tudo isto no seu Filho Jesus.
Nesta procura é fundamental o papel de uma verdadeira testemunha, de uma pessoa que antes fez o caminho e encontrou o Senhor. No Evangelho, João Batista é esta testemunha. Por isso pode orientar os discípulos para Jesus, que os envolve numa nova experiência dizendo: «Vinde e vereis».
E aqueles dois nunca mais poderão esquecer a beleza daquele encontro, ao ponto de o evangelista anotar até a hora: «Eram cerca das quatro da tarde». Só um encontro pessoal com J…
Mensagens recentes
Que música escutas tão atentamente
que não dás por mim?

Que bosque, ou rio, ou mar?
Ou é dentro de ti
que tudo canta ainda?
Queria falar contigo,
dizer-te apenas que estou aqui,
mas tenho medo,
medo que toda a música cesse
e tu não possas mais olhar as rosas.
Medo de quebrar o fio
com que teces os dias sem memória.
Com que palavras
ou beijos ou lágrimas
se acordam os mortos sem os ferir,
sem os trazer a esta espuma negra
onde corpos e corpos se repetem,
parcimoniosamente, no meio de sombras?
Deixa-te estar assim,
ó cheia de doçura,
sentada, olhando as rosas,
e tão alheia
que nem dás por mim.


Eugénio de Andrade
Se partires, não me abraces – a falésia que se encosta
uma vez ao ombro do mar quer ser barco para sempre
e sonha com viagens na pele salgada das ondas.

Quando me abraças, pulsa nas minhas veias a convulsão
das marés e uma canção desprende-se da espiral dos búzios;
mas o meu sorriso tem o tamanho do medo de te perder,
porque o ar que respiras junto de mim é como um vento
a corrigir a rota do navio. Se partires, não me abraces -

o teu perfume preso à minha roupa é um lento veneno
nos dias sem ninguém – longe de ti, o corpo não faz
senão enumerar as próprias feridas ( como a falésia conta
as embarcações perdidas nos gritos do mar) ; e o rosto
espia os espelhos à espera de que a dor desapareça.

Se me abraçares, não partas.


Maria do Rosário Pedreira
Não. Não tenho limites.
Quero de tudo
Tudo.
O ramo que sacudo
Fica varejado.
Já nascido em pecado,
Todos os meus pecados são mortais.
Todos tão naturais
À minha condição,
Que quando, por excepção,
Os não pratico
É que me mortifico.
Alma perdida
Antes de se perder,
Sou uma fome incontida
De viver.
E o que redime a vida
É ela não caber
Em nenhuma medida.


Miguel Torga
Zumalai, Agosto de 2017

"Irmã, desenha coração no Jesus"

Kika e Açan
Do Oriente veio em procissão de esperança

O melhor da nossa humanidade.

Os três magos caminharam à luz de uma estrela nova,

Recém-nascida,

Mansa,

Como uma criança.

A procissão faz-se em passos de dança,

E a estrela só pode ser olhada com olhos puros,

De cristal,

Com alma enternecida,

E coração de natal.

Por isso,

Não a viu Herodes,

Não a viram os guardas,

Não a viram os sábios,

Que arrastavam os olhos por velhos alfarrábios.

Viram-na os magos,

Pegaram nela à mão,

Levaram-na aos lábios,

Deitaram-na no coração.


Vem, Senhor Jesus.

O mundo precisa tanto da tua Luz.
http://rr.sapo.pt/printArticle.aspx?objid=6279a3d6-34d3-e611-80c8-00155d014930
Homilia do Papa Francisco por ocasião da Solenidade da Epifania do Senhor
O nosso percurso ao encontro do Senhor, que hoje Se manifesta como luz e salvação para todos os povos, é elucidado por três gestos dos Magos. Estes veem a estrela, põem-se a caminho e oferecem presentes.
Ver a estrela. É o ponto de partida. Mas, poder-nos-íamos perguntar: Por que foi que só os Magos viram a estrela? Porque talvez poucos levantaram o olhar para o céu. De facto na vida, muitas vezes, contentamo-nos com olhar para a terra: basta a saúde, algum dinheiro e um pouco de divertimento. E pergunto-me: Sabemos nós ainda levantar os olhos para o céu? Sabemos sonhar, anelar por Deus, esperar a sua novidade, ou deixamo-nos levar pela vida como um ramo seco pelo vento? Os Magos não se contentaram com deixar correr, flutuando. Intuíram que, para viver de verdade, é preciso uma meta alta e, por isso, é preciso manter alto o olhar.
E poder-nos-íamos perguntar ainda: Porque é que muitos outros, dentre aqueles que…