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A mostrar mensagens de Abril, 2012
Ainda ontemA cabeça nas mãosPor Miguel Esteves Cardosohttp://jornal.publico.pt/noticia/29-04-2012/a-cabeca-nas-maos-24450135.htm Às vezes encontramo-nos com a cabeça nas mãos. Tudo o que poderia ter corrido bem correu mal. O mundo, que era igual à vida, afasta-se de repente. Distancia-se e continua a existir, como se nada tivesse a ver ou a haver connosco, como se fizesse questão de mostrar a independência dele, mundo, que não existe só porque nos damos conta dele. A má notícia é má, mas a pior, para quem cá está, é a pessoal. A minha pessoa é a Maria João e a Maria João passa mal. Nem o amor nem a sabedoria médica a podem salvar. Só uma conjunção das duas coisas, mais um acrescento de milagre.

O cabrão do cancro alastra-se. Exterminado no pulmão ou na mama, foge para o cérebro, onde se refugia e cresce. Forma uma força da morte, aproveitando as barreiras antigas entre o sangue e o cérebro, que infiltra conforme lhe apetece.

Hoje, domingo, é o último dia em que estaremos juntos, dois amo…
Dizia um jardineiro que, no seu ambiente de trabalho, são poucos os que querem trabalhar com estrume: pelo cheiro intenso, por ser desagradável, demasiado incómodo. E, no entanto - dizia este construtor de jardins - o estrume é o verdadeiro fazedor de milagres: consegue dar vida aos terrenos mais estéreis; até a um areal, por exemplo. Ora esta é uma óptima imagem da vida espiritual: poucos são os que se atrevem a aceitar as próprias sombras e fragilidades. E, no entanto, é através delas que pode brotar em nós a vida.


http://www.facebook.com/pages/Ver-para-al%C3%A9m-do-olhar/117124971653520
«Como é Deus?», pergunta Pawel, órfão de mãe e educado numa fé laica na ciência.
A tia fica em silêncio. Não diz nada.
Depois aproxima-se, abraça Pawel, aperta-o no peito e pergunta-lhe: «Como te sentes agora?».
«Bem», responde a criança.
Mais um momento de silêncio e, de novo, a tia: «Estás a ver? Deus é assim».
E, facto, Deus é assim: um abraço que o abraço revela.
As palavras, dizendo muito, dizem muito menos que estes gestos.
(Do filme «O Decálogo», de Kieslowski).
http://theosfera.blogs.sapo.pt/1254441.html
TAU - SÍMBOLOS E SIGNIFICADOS
Há certos sinais que revelam uma escolha de vida. O TAU, um dos mais famosos símbolos franciscanos, hoje está presente no peito das pessoas num cordão, num broche, enfeitando paredes numa escultura expressiva de madeira, num pôster ou pintura. Que escolha de vida revela o TAU? Ele é um símbolo antigo, misterioso e vital que recorda tempo e eternidade. A grande busca do humano querendo tocar sempre o divino e este vindo expressar-se na condição humana. Horizontalidade e verticalidade. As duas linhas: Céu e Terra! Temos o símbolo do TAU riscado nas cavernas do humano primitivo. Nos objetos do Faraó Achenaton no antigo Egito e na arte da civilização Maia. Francisco de Assis o atualizou e imortalizou. Não criou o TAU, mas o herdou como um símbolo seu de busca do Divino e Salvação Universal.
TAU, SINAL BÍBLICO
Existe somente um texto bíblico que menciona explicitamente o TAU, última letra do alfabeto hebraico, Ezequiel 9, 1-7: "Passa pela cidade, por Jerusal…
25 | 04 | 2012   21.25H João César das Neves | naohaalmocosgratis@ucp.pt Os jornais gostam de polémicas, sobretudo em assuntos fracturantes. Como se explica então que tenham ignorado uma clivagem grave num órgão influente sobre um tema da actualidade?O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida publicou a 26 de Março um Parecer sobre Procriação Medicamente Assistida e Gestação de Substituição (www.cnecv.pt), as chamadas «barrigas de aluguer».  O texto inclui uma estranha «Nota» no final: «O Conselheiro Michel Renaud foi inicialmente designado como relator juntamente com o Presidente e o Conselheiro Jorge Reis Novais, tendo sido autor de um projeto de Parecer alternativo que colheu uma minoria dos votos.» A imprensa ignorou totalmente este relatório minoritário, que está no mesmo site e é assinado por alguns dos mais reputados membros do conselho: Michel Renaud, Ana Sofia Carvalho, Agostinho Almeida Santos, Francisco Carvalho Guerra, José Germano de Sousa, Maria do Céu Patrão…
Esta verdade impunha-se como uma evidência aos primeiros cristãos
 e por isso eram perseguidos. É esta a dramática consistência da pergunta decisiva de Cristo a Saulo:
 «Saulo, Saulo, porque Me persegues?» Saulo, homem inteligente e poderoso,
perseguia os que seguiam a Cristo,
os que, tocados no seu coração,
tinham sido baptizados. Eram Cristãos porque viviam com Cristo, por Cristo e em Cristo
 e isso notava-se, fazendo-os diferentes entre os seus iguais. Vinte séculos depois, mudaram as circunstâncias,
mas o método de Deus permanece:
o caminho de Deus é o homem. A possibilidade de o mundo encontrar a Deus
 é embater em homens e mulheres que tendo sido baptizados em Cristo,
d’Ele vivem, por Ele vivem e para Ele querem viver. Dramaticamente, falo de mim.
 Só pela tua Graça,Senhor
a minha fragilidade e o meu limite,
não serão obstáculo a que se cumpra em mim o Teu desígnio.
Rui Corrêa d’Oliveira
http://rr.sapo.pt/rubricas_detalhe.aspx?fid=70&did=59510
Milhares de guineenses vivem por estes dias à sombra das árvores e das incertezas, apanhando caju, o principal produto que a terra dá, mas sem saber se, devido ao golpe de Estado, o poderão vender. Homens e mulheres, novos e velhos, deixaram as cidades e começaram um trabalho de quatro meses, sem pensar muito nas voltas e reviravoltas políticas e militares de Bissau mas sabendo que delas depende o seu futuro. Os relatórios do FMI referem o produto, que consoante boa ou má campanha faz subir ou descer o produto interno bruto. Na Guiné-Bissau, 85 por cento das pessoas das zonas rurais são pequenos produtores e no total o país exportou em 2011 quase 200 mil toneladas de caju, que renderam 156 milhões de euros (segundo o presidente da Comissão Nacional do Caju). São números que agora pouco importam. Como pouco importa o golpe de Estado de dia 12 e que deixou o país mergulhado numa crise sem vim à vista. Pouco importa o que vai na praça (centro de Bissau) para Augusta Djú, pouco importa p…
"Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir. Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso." Carlos Drummond de Andrade
(1902-1987)
A vida só pode ser compreendida olhando para trás, mas só pode ser vivida olhando para a frente Søren Kierkergaard
Filósofo e teólogo dinamarquês(1813-1855)

Passinhos curtos e firmes...

Os que pensaram em Ratzinger como um Papa de transição enganaram-se. 20-04-2012 8:42 por Aura Miguel








Falta pouco mais de um mês para Bento XVI se reunir em Milão com famílias do mundo inteiro e, pouco depois, em Setembro, o Papa deverá visitar o martirizado Líbano, paredes meias com a Síria ensanguentada. 

A agenda deste oitavo ano de Pontificado não fica por aqui. Só neste ano de 2012, ainda se prevê um sínodo com bispos do mundo inteiro sobre Nova Evangelização e, em Outubro, será também proclamado o Ano Especial da Fé. 

Os que pensaram em Ratzinger como um Papa de transição enganaram-se. Gradualmente, Bento XVI segue em frente, apesar da barca de Pedro estar ainda em pior estado do que aquilo que ele pensava quando foi eleito. 

Como referia, ontem mesmo, o diário “El Mundo”, este "Papa de passinhos curtos e firmes” não hesitou em “pegar na vassoura e varrer as maçãs podres do clero pedófilo e as ervas daninhas entranhadas no Banco do Vaticano”... 

Um Papa centrado no essencial da …
Preguiça e pontualidade A preguiça da vontade é muito maior do que a dos ossos. Daí provém a arte universal do atraso. A pontualidade em decidir-se é uma virtude rara. Carlos G. Vallés, Saber escolher, A.I., pág. 112
Não há santidade sem pedagogia nem sem tolerância Confesso que, para mim, essa santidade imperfeita da Igreja é um consolo infinito. Não deveríamos desesperar diante de uma santidade que fosse imacula¬da e que só pudesse manifestar-se julgando-nos e queimando-nos? E quem po¬derá afirmar que não precisa de ser apoiado e sustentado pelos outros? E como poderia alguém que vive da tolerância dos outros recusar o exercício da tolerân¬cia da sua parte? Não será ela a única retribuição que ele tem para oferecer? Não será esse o único consolo que lhe resta: apoiar tal como ele próprio é apoiado? A santidade da Igreja começa com o apoio e leva à sustentação; quando já não há apoio, deixa de existir também a sustentação, e uma existência sem sustentá-culos só pode cair no vazio. Joseph Ratzinger in "Introdução ao cristianismo"
A lição norueguesaPor Miguel Esteves Cardoso
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A reacção dos noruegueses ao julgamento de um indivíduo que é isento de qualquer qualidade humana - muito menos animal - é uma lição dada ao mundo. Tratando-o como um ser humano, com os mesmos direitos que qualquer ser humano, mostram o que é bonito e fácil para os seres humanos verdadeiramente civilizados.

Eu sou menos civilizado. Não o matava nem prendia para sempre - mas punha-o a trabalhar forçadamente, de borla, nos esgotos do mais malcheiroso país de fé islâmica. Só por favor e misericórdia. Garantindo que o trabalho dele, movendo merda de um buraco para outro, fosse útil, mas solitário.

Os noruegueses, com a reacção deles…
Terça-feira da Oitava da Páscoa EVANGELHO Jo 20, 11-18Naquele tempo, Maria Madalena estava a chorar junto do sepulcro. Enquanto chorava, debruçou-se para dentro do sepulcro e viu dois Anjos vestidos de branco, sentados, um à cabeceira e outro aos pés, onde estivera deitado o corpo de Jesus. Os Anjos perguntaram a Maria: «Mulher, porque choras?» Ela respondeu- lhes: «Porque levaram o meu Senhor e não sei onde O puseram». Dito isto, voltou-se para trás e viu Jesus de pé, sem saber que era Ele. Disse-lhe Jesus: «Mulher, porque choras? A quem procuras?» Pensando que era o jardineiro, ela respondeu-Lhe: «Senhor, se foste tu que O levaste, diz-me onde O puseste, para eu O ir buscar». Disse-lhe Jesus: «Maria!» Ela voltou-se e respondeu em hebraico: «Rabuni!», que quer dizer: «Mestre!» Jesus disse-lhe: «Não Me detenhas, porque ainda não subi para o Pai. Vai ter com os meus irmãos e diz-lhes que vou subir para o meu Pai e vosso Pai, para o meu Deus e vosso Deus». Maria Madalena foi anunciar ao…
Conto de Páscoapor JOÃO CÉSAR DAS NEVES - Entrei ontem num templo, ali ao pé da tua casa. Deve ser um estranho culto oriental da morte. Por todo o lado havia imagens de um cadáver pendurado numa trave. - És um brincalhão! Então finalmente foste à minha igreja! E que tal? - Foi horrível! Nunca mais lá volto. Tanta crueldade ali, à frente de todos! - Viste alguém a matar alguém? Ontem foi domingo. Estava cheia de famílias indo serenamente à missa. - Isso foi o que mais me assustou. Havia imensas crianças. Ali, sob aquele homem morto quase nu. Era muito pouco educativo. Chocante, mesmo. Devia ser proibido! - Pareces os imperadores romanos, que achavam que os cristãos comiam criancinhas. Nós não somos sangrentos. O que viste foram pessoas pacíficas, celebrando a vida e alegria. Mas de certo modo tens razão. De facto os cristãos são os campeões mundiais da mudança de perspectiva. Vivemos a vida como todos, mas damos a tudo um sentido diferente. Vivemos aqui na Terra, mas com os olhos fixos…
Pequenos ditadores
Público 2012-04-09 Paula Torres de Carvalho Aos consultórios médicos chegam cada vez mais "pequenos ditadores" que os adultos já não conseguem controlar. São filhos de pais que têm medo de ser tiranos. Mas as crianças sem limites não são livres, defendem especialistas

"Não vou". "Não quero". "Só faço se quiser". O problema não é uma criança dizer isto. O problema é quando ela faz precisamente o que diz e os adultos já não têm o poder de a contrariar. Não é uma questão portuguesa mas da generalidade das sociedades ditas desenvolvidas. Os consultórios dos pedopsiquiatras e dos psicólogos estão a encher-se de meninos-rei, pequenos ditadores, crianças sem limites, algumas a caminho da delinquência apresentadas por pais aflitos e referenciadas por professores fartos.

Mais do que um problema, a omnipotência destas crianças é um sinal. Tem a ver com a falta de limites que resulta de uma organização social desregrada, sem tempo para o inv…
Quando uma família pensa emigrar, normalmente envia o pai à frente: para procurar emprego, para verificar se o ambiente é propício, se a nova terra é de oportunidades ou apenas de ilusões. Da mesma forma, ser cristão é dispor-se a ir à frente dos outros, para lá das fronteiras do conhecido, entrando numa terra da qual apenas sabe do que lhe chegou, contado de geração em geração. Um cristão procura e espera o Reino de Deus na expectativa de que chegue a sua vez de enviar uma mensagem a todos dizendo: "podem vir!".


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"Ele também faz isto?!" - a minha surpresa foi tão grande que não me contive a perguntar. O António convidara-me para jantar em sua casa - uma destas mega-comunidades romanas, com mais de setenta jesuítas [enfim, um transatlântico mas com religiosos lá dentro :)] - e, como bons portugueses, ainda estávamos no refeitório à hora em que alguém arruma tudo. Ao assistir àquela cena, fiquei com a colher a meio, entre a pêra doce e a boca. A recolher a comida que sobrava e a arrumar pratos e talheres sujos, estava o próprio superior da comunidade! Ele, um homem com um curriculum interminável - de professor universitário, doutorado, escritor, reitor, superior disto e daquilo, especialista no diálogo com a cultura e com a não-crença, consultor do Papa; um jesuíta intelectualmente brilhante, com coração puro, um mestre espiritual; e com idade e saúde que já estiveram para o levar para a outra vida. Tudo somado, a pergunta saiu-me com naturalidade: "Ele também…
4 - O abandono. O vazio. A indiferença. Tudo está feito, o que tinhas a dizer já o disseste, os que dialogavam contigo para estarem de acordo ou te insultarem foram recolhendo ao silêncio definitivo. É a hora de te ires calando também, recolheres à aposentação de falares e de ouvires. Porque nenhuma palavra é já para ti e assim nenhuma tua é para os outros. Mas a tua língua move-se ainda, entre ela e a palavra, mesmo que seja só um nome, há uma ligação que nada pode cortar. Fala para dentro. Chama para dentro. E poderás circular entre os homens sem que te metam num manicómio.





vergílio ferreira escrever edição de helder godinho bertrand editora 2001
"Quantas vezes os tenho ouvido dizer a mesma frase que simboliza todo o absurdo, todo o nada, toda a insciência falada das suas vidas. É aquela frase que usam de qualquer prazer material: «é o que a gente leva desta vida»... Leva onde? leva para onde? leva para quê? Seria triste despertá-los da sombra com uma pergunta como esta... Fala assim um materialista, porque todo o homem que fala assim é, ainda que subconscientemente, materialista. O que é que ele pensa levar da vida, e de que maneira? Para onde leva as costoletas de porco e o vinho tinto e a rapariga casual? Para que céu em que não crê? Para que terra para onde não leva senão a podridão que toda a sua vida foi de latente? Não conheço frase mais trágica nem mais plenamente reveladora da humanidade humana. Assim diriam as plantas se soubessem conhecer que gozam do sol. Assim diriam dos seus prazeres sonâmbulos os bichos inferiores ao homem na expressão de si mesmos. E, quem sabe, eu que falo, se, ao escrever estas palavras …
Eu amo tudoEu amo tudo o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje já é outro dia.

Fernando Pessoa
(1888-1935)
Sem a ideia da nossa miséria, o conhecimento de Deus provoca a presunção. Sem a ideia de Deus, o conhecimento da nossa miséria provoca desespero. O conhecimento de Jesus Cristo alcança o equilíbrio, porque n'Ele encontramos tanto Deus como a nossa miséria.

Blaise Pascal

E como vou a Roma não tarda muito...despertou algo cá dentro

No outro dia questionava-me sobre o tipo de pessoas que andam por Roma, nomeadamente aqui à volta de casa. Resolvi fazer um teste, em dois pequenos passeios, a olhar para o que as pessoas levavam nas mãos e a tentar perceber mais sobre cada uma. É uma estatística amadora, e sem grandes critérios científicos. Apenas anotei o que as pessoas que se cruzavam comigo traziam nas mãos. No final tenho uma amostragem de 180 pessoas.

Quais as três coisas que as pessoas que andam no centro de Roma mais trazem nas mãos? Quem quer escrever numa folhinha de papel a sua aposta, antes de ler mais? (sacos e malas de senhora não contam que não se sabe o que vai lá dentro e são a enorme maioria, verdadeiramente incontável!)

Eis os resultados do que anda nas mãos das pessoas no centro de Roma:  Capacete: 1% Jornal: 2% Flor: 2%