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A mostrar mensagens de Julho, 2012
En la tierra nueva
las casas no tienen llaves
ni los muros rompen el mundo.
Nadie está solo.
No se habla mucho del amor,
pero se ama
con los ojos,
las manos,
y las entrañas.
Las lágrimas son fértiles,
la tristeza se ha ido
para no regresar,
y se ha llevado con ella
la pesada carga
del odio y los rencores,
la violencia y el orgullo.

Es extraña la puerta
que abre esa tierra:
es la sangre derramada
de quien se da sin límite,
es la paciencia infinita
de quien espera en la noche,
es la pasión desmedida
de un Dios entregado
por sus hijos; nosotros,
elegidos para habitar
esa tierra nueva.
José M. R. Olaizola
O pior momento para um ateu acontece quando se dá conta de que está verdadeiramente grato e não tem ninguém a quem agradecer G.K. Chesterton
‎"O tempo corre veloz e a vida escapa das nossas mãos.
Mas pode escapar como areia ou como semente.” (Thomas Merton)
Sorriso: é o cartão de visita das pessoas saudáveis. Distribui-o gentilmente. Diálogo: é a ponte que liga as duas margens, do eu ao tu. Transmite-o bastante. Amor: é a melhor música na partitura da vida. Sem ele serás um eterno desafinado. Bondade: é a flor mais atraente de um jardim de um coração bem cultivado. Planta essas flores. Alegria: é o perfume gratificante, fruto do dever cumprido. Esbanja-o, o mundo precisa dele. Paz na consciência:  é o melhor travesseiro para o sono da tranquilidade. Vive em paz contigo mesmo. Fé: É a bússola certa para os navios errantes, incertos, procurando as praias da eternidade. Utiliza-a sempre. Esperança: É o bom vento, enfunando as velas do nosso barco. Chama-o para dentro do teu quotidiano.
Roque Schneider in "Livro Receitas de Felicidade"
“Eles eram irmãos, sacerdotes e jesuítas. Por muitos anos tiveram uma amizade rica e recompensadora. Percorreram, juntos, a longa e penosa caminhada do seminário. Quando um deles precisava de algo especial – tempo, alguém para o escutar ou qualquer outra coisa o outro estava sempre lá.
A amizade terminou abruptamente em tragédia e morte. Um deles foi atropelado e morto em frente da casa onde moravam com a comunidade. Quando foi informado de que o amigo estava estirado morto sobre o asfalto, o outro correu, atravessou o cordão de curiosos e polícias e ajoelhou-se ao lado do velho amigo. Embalou, nos seus braços, suavemente, a cabeça do morto e, diante de todas aquelas pessoas boquiabertas, deixou escapar: «Não morras! Tu não podes morrer! Eu nunca disse que te amava!»”.
( John Powell, O Segredo do Amor Eterno, Paulinas, 1990)
Deus não me pedirá contas de eu não ter sido S. Francisco de Assis ou mesmo Jesus Cristo.
Deus vai-me pedir contas de não ter sido completa e intensamente Eu.

(Martin Buber)
Certa vez, estando Jesus afastado dos seus companheiros, os apóstolos puseram-se a discutir entre si qual seria a maior de todas as peregrinações.
Um dizia: “É a peregrinação que tanta gente faz pela estrada nacional até Fátima arrastando-se quilómetros atrás de quilómetros, correndo risco de vida e suportando dolorosas bolhas nos pés”. Outro contrapunha: “Não! É a peregrinação do Caminho francês até Santiago! Nenhuma outra tem a duração total de um mês”. Outro objectava: “Nenhuma dessas peregrinações é tão radical como é a que os noviços jesuítas fazem sem dinheiro nenhum e a pedir dormida e comida, sujeitos ao que lhes ofereçam”. Outro ainda dizia convicto: “Não há peregrinação que aproxime mais de Deus do que visitar a Terra Santa, os lugares onde Deus passou”.

Ouvindo o rebuliço que se gerara entre os seus companheiros, Jesus aproximou-se e inteirou-se logo do tema de conversa. Pensou para com os seus botões: “Seus tolos! Ainda não perceberam mesmo nada de nada”. “Ouçam” - disse com…
Que tristeza tão inútil essas mãos
que nem sequer são flores
que se dêem:
abertas são apenas abandono,
fechadas são pálpebras imensas
carregadas de sono.



Eugénio de Andrade.

A vida depois da vida

"No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebés.

O primeiro pergunta ao outro:

- Tu acreditas na vida após o nascimento?

- Certamente que sim. Algo tem de haver depois de nascermos! Talvez estejamos aqui, principalmente, porque precisamos de nos preparar para o que seremos mais tarde.

- Tolice, não há vida após o nascimento. E se houvesse como seria ela?

- Eu cá não sei, mas certamente haverá mais luz lá do que aqui...Talvez caminhemos com os nossos próprios pés e comamos com a boca.

- Isso é absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca é totalmente ridículo! O cordão umbilical alimenta-nos. Estou convencido de que a vida após o nascimento não existe, pois o cordão umbilical é muito curto!

- Olha, eu penso de outro modo. Penso que há algo depois do nascimento, talvez um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui...

- Mas nunca ninguém voltou de lá, para nos falar sobre isso!? O parto é o fim da vida. E a vida, afinal, nada mais é do que a angústia prolongada na escuri…
It is difficult to say what is impossible. For the dream of yesterday is the hope of today and the reality of tomorrow.

Robert H. Goddard
Palavras que disseste e já não dizes, palavras como um sol que me queimava, olhos loucos de um vento que soprava em olhos que eram meus, e mais felizes.
Palavras que disseste e que diziam segredos que eram lentas madrugadas, promessas imperfeitas, murmuradas enquanto os nossos beijos permitiam.
Palavras que dizias, sem sentido, sem as quereres, mas só porque eram elas que traziam a calma das estrelas à noite que assomava ao meu ouvido...
Palavras que não dizes, nem são tuas, que morreram, que em ti já não existem - que são minhas, só minhas, pois persistem na memória que arrasto pelas ruas.
Pedro Tamen
Hoje rezo as palavras da ecologista queniana que recebeu o prémio Nobel da Paz: "curando as feridas da terra, estaremos a curar as feridas do nosso próprio coração". Que sabedoria este pensamento guarda! Vivemos dobrados sobre os nossos tormentos privados, absorvidos pelas dificuldades dos que estão mais perto, buscando soluções apenas no plano imediato. Esquecemos que é curando as feridas da terra, é levantando os olhos para lá do nosso quintal, é no exercício global da confiança que as nossas pequenas dores podem resolver-se. A oração a que nos convocas não será este desafio a ver mais longe e mais profundamente?

Pe. Tolentino Mendonça
Um Deus que dança
"É por dentro das coisas que as coisas são. O Mergulhador abre os olhos dentro do mar. O alpinista abre os olhos não além da montanha, mas dentro dela, partindo dela. Os viajantes modernos atravessam o interior das nuvens. É por dentro que as coisas se revelam. O orante abre os olhos dentro de Deus."

Pe. Tolentino Mendonça,
Um Deus que dança
O bom cristão é aquele que, em cada dia, prepara, de forma diferente, a mesma rede, para o mar de sempre.

Pe. Almiro
Sinfonia das Palavras (Íntimas)

AMAR OU ODIAR Amar ou odiar: ou tudo ou nada! O meio termo é que não pode ser A alma tem d’estar sobressaltada P’ra o nosso barro se sentir viver.
Não é uma cruz a que não for pesada, Metade dum prazer não é um prazer; E quem quiser a alma sossegada Fuja do mundo e deixe-se morrer.
Vive-se tanto mais quanto se sente; Todo o valor está no que sofremos… Que nenhum homem seja indiferente!
Amemos muito, como odiamos já: A verdade está sempre nos extremos, Porque é no sentimento que ela está.
Quando começa a vir o tempo quente e os sapatos abertos se impõem, começa uma fase de sofrimento para os meus pés, que tendem a ficar cheios de calosidades e, volta e meia, também com bolhas. Por isso, por estes dias, todas as manhãs, esfrego os pés com creme próprio. Porque estou a contar isto? Porque, hoje de manhã, enquanto o fazia, dei por mim a pensar: "É importante preparar os pés para o caminho, mas a preparação tem de ser isso mesmo: preparação". Tentando explicar-me: Se eu saísse de casa sem ter estes cuidados com os pés, estava a comprometer parte da alegria e da produtividade do meu dia. Portanto, é importante que o faça, ainda que isto implique atrasar-me 5 ou 10 minutos na saída de casa (porque além de deitar o creme, tenho de esperar que se entranhe, para não derrapar). No entanto, é uma preparação. Não deito o creme para a seguir me voltar deitar na cama, mas sim para me fazer ao caminho, para enfrentar melhor um dia. Não fico o dia todo a preparar-me, mas, e…
É possível amar demais? É possível que façamos demasiado bem? Sim, quando fazemos o bem só por dever ou só por necessidade. Fazer o bem só por necessidade faz-nos mal porque não estamos livres - e instrumentalizamos os outros para que preencham um vazio nosso. Fazer o bem só por dever faz-nos mal porque o fazemos por voluntarismo - e a vontade, sozinha, queima o nosso motor interior. Antes de exercitarmos o coração no amor, temos de o exercitar na liberdade: quanto menos dependermos de frutos ou recompensas mais verdade pomos no amor.

João Delicado, sj Facebook - Ver para além do Olhar
«Que é o homem?», perguntava o cardeal de Bérulle.

E o mesmo cardeal de Bérulle respondia: «Um nada capaz de Deus».


Algures...
Eu me perdi na sordidez de um mundo Onde era preciso ser Policia agiota fariseu Ou cocote
Eu me perdi na sordidez do mundo Eu me salvei na limpidez da terra
Eu me busquei no vento e me encontrei no mar E nunca Um navio da costa se afastou Sem me levar
Sophia de Mello Breyner

SEM TI

E de súbito desaba o silêncio.
É um silêncio sem ti,
Sem álamos,
Sem luas.

Só nas minhas mãos
ouço a música das tuas.



Eugénio de Andrade
Que nos dirá o mar?
Talvez, para sermos imensos, como ele;
Talvez para sermos profundos, como ele;
Talvez, para beijarmos a terra , como ele;
Talvez nos aconselhe a suportarmos o peso dos outros, como ele sustém, sem gemer, os grandes veleiros;
Talvez, nos diga que, como acontece com ele, a vida tem marés baixas e marés altas;
Talvez nos lembre que há outros mares onde podemos navegar sem medo de naufragar;
Sinto-me, hoje, grato ao mar por me falar pela voz ritmada destas melancólicas ondas que, meigamente, acariciam os meus pés descalços que, às vezes, como os de Pedro, no mar da Galileia, sentem falta de sustentação.

Sinfonia das Palavras
Pe. Almiro
"És tão grande que Te escondes para que tudo seja maior. Espanta-me este facto de que podemos andar pelo mundo sem nunca Te ver. Nunca Te impões como imprescindível. É isto o amor, não é?"

O Príncipe e a Lavadeira
Nuno Tovar de Lemos, sj

(Algures...)
Não te inquietes com as dificuldades da vida.
pelos seus altos e baixos, pelas suas decepções,
pelo seu futuro mais ou menos sombrio.
Quer o que Deus quer.
Oferece-lhe no meio das inquietações e dificuldades
o sacrifício da tua alma simples que,
aceita os desígnios da sua providência.
Pouco importa que te consideres um frustrado
se Deus te considera plenamente realizado,
a seu gosto.
Perde-te confiando cegamente nesse Deus
que te quer
e que chegará até ti, mesmo que nunca o vejas.
Pensa que estás nas suas mãos,
tanto mais seguro,
quanto mais decaído e triste te encontres.
Vive feliz. Vive em paz.
Que nada seja capaz de tirar-te a paz.
Nem o teu cansaço. Nem as tuas falhas. 
E no fundo do teu coração coloca
tudo aquilo que te enche de paz.
Por isso,
quanto te sintas desanimado e triste,
Adora e confia.

(Teilhard de Chardin)
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e período de crise. Ser feliz é deixar de se vitima dos problemas e se tornar um autor da própria historia. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus em cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo… Fernando Pessoa
A árvore foi a forma de te ver
E desci para abrir a casa.
De me teres visitado e avistado
Entre os ramos
Fizeste-me passagem
Da folha ao voo do pássaro
Do sol à doçura do fruto.
Para me encontrares me deste
A pequenez. Daniel Faria
Uma vez pediram a um peixe para falar do mar.
 - Fala-nos do mar - disseram-lhe.
 - Dizem que é muito grande o mar - respondeu o peixe. - Dizem que sem ele morreríamos. Não sou o peixe mais indicado para vos falar do mar. Eu, do mar, só conheço bem são estes dez metros à superfície. É só deles que vos posso falar. É aqui que passo o meu tempo, quase sempre distraído. Ando de um lado para o outro, à procura de comida ou simplesmente às voltas com o meu cardume. No meu cardume não se fala do mar. Fala-se das algas, das rochas, das marés, dos peixes grandes e perigosos, dos peixes pequenos e saborosos e de que temperatura fará amanhã. O meu cardume é assim: eles vão e eu vou atrás deles.
 - Mas tu, que és peixe, nunca sentiste o mar?
 - Creio que o sinto, às vezes, passar por minhas guelras. Umas vezes o sinto, outras não. Às vezes o sinto, quando não me distraio com outras coisas. Fecho os olhos e fico sentindo o mar. Isso tudo de noite, claro, para que os outros não vejam. Diriam que sou l…
Ensinarás...
Ensinarás…

Ensinarás a voar…
Mas não voarão o teu voo.

Ensinarás a sonhar…
Mas não sonharão o teu sonho.

Ensinarás a viver…
Mas não viverão a tua vida.

Ensinarás a cantar…
Mas não cantarão a tua canção.

Ensinarás a pensar…
Mas não pensarão como tu.

Porém, saberás
que cada vez que voem,
sonhem, vivam, cantem
e pensem…
estará a semente do caminho
ensinado e aprendido.

Madre Teresa de Calcutá
"-Havia, num país distante, um Rei. Vivia no seu palácio, no cimo da colina, rodeado de uma grande corte e na companhia do seu Filho. Havia também nesse reino um bosque, um grande bosque atravessado por um pequeno rio azul. Muita gente vivia nesse bosque. Era gente boa e simples que nunca tinha entrado no palácio real e que se sentiria pouco à vontade se lá entrasse, tal era a distância entre estes dois mundos tão próximos. Os homens eram caçadores e lenhadores. As mulheres lavavam a roupa no rio.
Ora um dia o Príncipe, cavalgando no bosque ao longo do rio, viu uma jovem Lavadeira. Ficou secretamente a olhar para ela por detrás dos canaviais e apaixonou-se por ela. Gostaria de se propôr a ela e de a namorar. Mas como fazer? Lavá-la a viver no palácio não era possível, seria de mais para ela. Ir ele viver para a clareira com toda a sua corte, também não. Assustá-la-ia, a ela e a todos, e não iria resultar. Foi então que decidiu: "Deixarei a corte, perderei todos os meus privil…
"Perguntaram um dia à Madre Teresa de Calcutá o que sentia quando entrava numa sala cheia de gente entusiasmada, de pé, a aplaudi-la. A pergunta era maliciosa. Ficava na mesma? Isso signficaria que era insensível. Ficava lisongeada? Bem, então talvez não fosse assim tão santa como parecia... Ela nem hesitou na resposta: Ficava contentíssima! Quando tal acontecia, ao ouvir os aplausos, enquanto andava, pensava em Jesus entrando de burro em Jerusalém entre hossanas de uma multidão entusiasmada e ficava contentíssima. Ela, claro, era o burro que transportava Jesus! Um burro feliz."
O Príncipe e a Lavadeira Pe. Nuno Tovar de Lemos, sj
"Às vezes sou também Um sim alegre Ou um triste não E troco a minha vida por um dia de ilusão E troco a minha vida por um dia de ilusão
Às vezes é no meio do silêncio Que descubro as palavras por dizer É uma pedra Ou um grito De um amor por acontecer
Às vezes é no meio de tanta gente Que descubro afinal para onde vou E esta pedra E este grito São a história daquilo que eu sou..."
Maria Guinot
Nunca conheci o meu pai.

Ou melhor, nunca conheci verdadeiramente o meu pai. Morreu num desastre de carro teria eu uns três anos, não mais. Algum bêbado em contramão espetou-se de frente contra ele e ele teve morte instantânea. Mais isto só o soube muito mais tarde.

As memórias que tenho dele muito provavelmente não serão minhas. Lá em casa há apenas uma fotografia dele, semi-escondida a um canto, mas os meus avós deram-me um álbum cheio de retratos e instantâneos.
Admirou-me, recentemente, o parecidos que somos. Tirando o bigode fininho, que devia estar na moda nos anos 70, temos os mesmos olhos, a mesma boca, o mesmo sinal no canto do olho esquerdo. As nossas expressões, disse-me a minha mãe um dia, são muito similares.

Tão parecidas que às vezes me assustas.

Há ainda um vídeo antigo, filmado maioritariamente pelo meu pai, mas também com algumas filmagens dele comigo ao colo. É uma espécie de documentário do meu nascimento. Começa com a minha mãe sorridente a exibir uma barriga comigo lá…
A Maria estava no cimo do escorrega. Tinha subido dezasseis degraus, daqueles vertiginosos sem fundo, que rangem de cada vez que se apoiam neles os pés. Subia-os todos os dias e ficava ali no cimo, sentada, a olhar.
De cada vez que alguém se aproximava, levantava-se e descia pelo mesmo caminho, pelos mesmos degraus.

Aproximei-me e incentivei-a a escorregar. A Maria pôs-se de pé e disse: “Não consigo!”
Como é que alguém que tinha subido 16 velhos degraus podia ter medo de deslizar, de se deixar escorregar numa tábua de madeira?
Agarrou-se com força às minhas mãos e depois de muitas palavras de ânimo e de olhos bem fechados, desceu.

Subiu de novo e desta vez dei-lhe só uma mão. Na vez seguinte, desceu sozinha.
Às vezes o mais simples é o caminho mais árduo, mais exigente. Tendemos a querer controlar tudo, saber tudo, sem dar espaço muitas vezes a que a vida nos espante e surpreenda. 
Subir degraus é, à partida, uma tarefa difícil. Implica coordenar os apoios de cada pé, das pernas, por vezes d…