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Enviaram-me dizendo "Patrícia, sinto que vais adorar!"

Há dois modos de dar. O primeiro, é quando dou algo 'meu': trata-se de um modo de ‘dar’ louvável mas ainda egocentrado, é um ‘dar’ que alimenta o orgulho; afinal era 'posse minha'. Mas, depois, há o ‘dar’ algo que, embora na minha posse aparente, reconheço que nunca foi realmente ‘meu’: esse é um ‘dar’ livre, que se limita a deixar correr o bem antes recebido. Quando reconheço que recebi a vida e, com ela, tudo o que ela me trouxe, estou livre para voltar a dar de modo livre. E é dando tudo que mais recebo: em vez de tanque ou fonte, o meu coração torna-se torrente. Não há maior dom do que esse.


Ver para além do olhar

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Máscaras D’Orfeu

Finjo Finjo tanto
Que até a pensar finjo que penso Finjo tanto, que fujo em cavalos de fumo
Num galope de gazela de vento, com olhos de lua
E lágrimas húmidas de mundos tristes
Só para imitar beleza de imagens que nunca tive (momento doce nesta tempestade subterrânea) Agora...
Agora a infância já me fica tão distante
Mas mesmo assim, continuo a vestir o bibe das riscas azuis
Com que me vou enlamear no pântano mais próximo
Para saborear o medo e a inocência
De quem é condenado por julgar estrelas
As pedras humilhadas desta rua que outrora me pertenceu Construo cidades de água e jardins transparentes
Onde planto flores de sono, que amo e possuo
Num acto único de metamorfose selvagem E finjo
E finjo a coragem que não tenho
No retrato mentiroso da moldura onde me exibem
Com o sorriso irónico da punhalada traiçoeira (Futuro génio da família… dizem eles) Promoção gratuita na condição de nunca ser eu
Mas sim, o cadáver ambulante da sua vontade Querem-me vestido de carne à sua semelhança!
Na…