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Hoje, olhei-Te

Hoje olhei-Te daquela forma ...
Vi que deixasTe sementes caídas em mim, prontas a crescer e a dar fruto! Vi que (quando me acolhesTe na Tua família) me deste a Água viva para as fazer crescer e a Luz forte que não abandona e que ainda me deste os que me podiam ajudar a colher os bons frutos!


Olhei-Te mais uma vez ... e vi que ficaram espaços que foram preenchidos pelas sementes do inimigo, emanadas pela luz das trevas.


Olhei-Te atentamente, por mais uns segundos ... vi que o tempo foi passando, as sementes brotando ... as boas e as más, de uma forma tão rápida, que eu fui deixando passar ...


Olhei-Te uma última vez e perguntei:


"Mas que frutos quero eu colher?"


http://pegadasdapulga.blogspot.pt/2011/07/sementes.html

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Oh Senhor

Ó Senhor, que difícil é falar quando choramos, quando a alma não tem força, quando não podemos ver a beleza que tu entregas em cada amanhecer.
Ó Senhor, dá-me forças para poder encontrar-te e ver-te em cada gesto, em cada coisa desta terra que Tu desenhaste só para mim.
Ó Senhor, sim, eu seu preciso da tua mão, do abraço deste amigo que não está. Dá-me luz, à minha alma tão cansada, que num sonho queria acordar.
Ó Senhor, hoje quero entregar-te o meu canto com a música que sinto. Eu queria transmitir através destas palavras. Fico mais perto de ti.

Máscaras D’Orfeu

Finjo Finjo tanto
Que até a pensar finjo que penso Finjo tanto, que fujo em cavalos de fumo
Num galope de gazela de vento, com olhos de lua
E lágrimas húmidas de mundos tristes
Só para imitar beleza de imagens que nunca tive (momento doce nesta tempestade subterrânea) Agora...
Agora a infância já me fica tão distante
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Com que me vou enlamear no pântano mais próximo
Para saborear o medo e a inocência
De quem é condenado por julgar estrelas
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E finjo a coragem que não tenho
No retrato mentiroso da moldura onde me exibem
Com o sorriso irónico da punhalada traiçoeira (Futuro génio da família… dizem eles) Promoção gratuita na condição de nunca ser eu
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Na…
Dizem que há outros céus e outras luas
e outros olhos densos de alegria,
mas eu sou destas casas, destas ruas,
deste amor a escorrer melancolia.


Eugénio de Andrade