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Nas democracias europeias, desapareceu a capacidade de mudar o quotidiano através do simbólico, das ideias, do político. Passámos do dogma teocrático ao dogma tecnocrático. Por isso um Papa se torna parte de uma esperança — que, um dia, as palavras voltem a valer mais que os números. Até porque as palavras podem ter mais do que um significado.

Editorial do Jornal Público, 20130317

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