Avançar para o conteúdo principal

O Deus que nos procura

Um grupo de mineiros, num túnel, emparedados por um desmoronamento, tentava abrir uma saída, após longas horas, batia na parede e notava o pequeno progresso e se perguntava se não seria em vão o seu esforço. Houve um momento em que pararam exaustos e ergueram silenciosamente as cabeças, apuraram os ouvidos e escutaram ao longe outras pancadas que lentamente venciam a mesma resistência e se dirigiam ao seu encontro. Era a equipa de salvamento. E descobriram nova coragem para recomeçar o trabalho. E sempre que não podiam mais, detinham-me um momento para tornar a ouvir e a crer. 
Ninguém pode vir a mim se o Pai o não atrair, repete Jesus. A Parábola dos vinhateiros contratados nas mais diversas horas vem lembrar-nos precisamente a mesma realidade: Não somos só nós que procuramos a Deus mas é sobretudo Deus quem nos procura. Ele é Alguém acessível, pois sai inúmeras ao encontro dos homens. É Alguém que quis precisar de nós pois sabe que nós não somos ninguém sem Ele. Quer ter uma relação pessoal contratando pessoalmente cada trabalhador. É bom, justo, generoso e livre. 
De vez em quando temos necessidade de recordar que o nosso Deus é assim para reforçarmos a nossa procura. Sabendo que Ele está próximo, a melhor maneira de se encontrar com Ele é ficar onde se está, isto é, não se transviar porque mais cedo ou mais tarde ele virá ter connosco.

Pe. José David Quintal Vieira, scj




http://www.dehonianos.pt/25o-domingo-do-comum-o-deus-que-nos-procura0/

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Máscaras D’Orfeu

Finjo Finjo tanto
Que até a pensar finjo que penso Finjo tanto, que fujo em cavalos de fumo
Num galope de gazela de vento, com olhos de lua
E lágrimas húmidas de mundos tristes
Só para imitar beleza de imagens que nunca tive (momento doce nesta tempestade subterrânea) Agora...
Agora a infância já me fica tão distante
Mas mesmo assim, continuo a vestir o bibe das riscas azuis
Com que me vou enlamear no pântano mais próximo
Para saborear o medo e a inocência
De quem é condenado por julgar estrelas
As pedras humilhadas desta rua que outrora me pertenceu Construo cidades de água e jardins transparentes
Onde planto flores de sono, que amo e possuo
Num acto único de metamorfose selvagem E finjo
E finjo a coragem que não tenho
No retrato mentiroso da moldura onde me exibem
Com o sorriso irónico da punhalada traiçoeira (Futuro génio da família… dizem eles) Promoção gratuita na condição de nunca ser eu
Mas sim, o cadáver ambulante da sua vontade Querem-me vestido de carne à sua semelhança!
Na…