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A minha vida, Senhor,
simples e direita como uma flauta
para que possas enchê-la,
enchê-la com a Tua música.

A minha vida,Senhor,
barro macio nas Tuas mãos,
para que possas dar-lhe forma,
a forma que quizeres.

A minha vida,Senhor,
semente livre no vento
para que possas semeá-la,
semeá-la onde quiseres.

A minha vida,Senhor,
madeira seca,
para que possas acendê-la
e arda para o pobre e para Ti!

http://zimborios.blogspot.pt/2010/07/minha-vida-senhor-simples-e-direita.html

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Máscaras D’Orfeu

Finjo Finjo tanto
Que até a pensar finjo que penso Finjo tanto, que fujo em cavalos de fumo
Num galope de gazela de vento, com olhos de lua
E lágrimas húmidas de mundos tristes
Só para imitar beleza de imagens que nunca tive (momento doce nesta tempestade subterrânea) Agora...
Agora a infância já me fica tão distante
Mas mesmo assim, continuo a vestir o bibe das riscas azuis
Com que me vou enlamear no pântano mais próximo
Para saborear o medo e a inocência
De quem é condenado por julgar estrelas
As pedras humilhadas desta rua que outrora me pertenceu Construo cidades de água e jardins transparentes
Onde planto flores de sono, que amo e possuo
Num acto único de metamorfose selvagem E finjo
E finjo a coragem que não tenho
No retrato mentiroso da moldura onde me exibem
Com o sorriso irónico da punhalada traiçoeira (Futuro génio da família… dizem eles) Promoção gratuita na condição de nunca ser eu
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Na…