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(H)oração 16-11-2012 "...e até o meu corpo descansa tranquilo."




Mc, 24-32 "Reunirá os seus eleitos dos quatro pontos cardeais"

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Naqueles dias, depois de uma grande aflição, o sol escurecerá e a lua não dará a sua claridade; as estrelas cairão do céu e as forças que há nos céus serão abaladas. Então, hão-de ver o Filho do homem vir sobre as nuvens, com grande poder e glória. Ele mandará os Anjos, para reunir os seus eleitos dos quatro pontos cardeais, da extremidade da terra à extremidade do céu. Aprendei a parábola da figueira: quando os seus ramos ficam tenros e brotam as folhas, sabeis que o Verão está próximo. Assim também, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o Filho do homem está perto, está mesmo à porta. Em verdade vos digo: Não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão. Quanto a esse dia e a essa hora, ninguém os conhece: nem os Anjos do Céu, nem o Filho; só o Pai».


- A escolha dos "eleitos" não está nas mãos de Deus, mas nas minhas, na forma como oriento e escolho viver a vida. Uma coisa em mim que me coloca no caminho dos "eleitos"... Algo que tem afastado desse caminho...
- Não sabemos o tempo de Deus, pois todo o tempo é "tempo favorável". Algo que estou a fazer bem, para o qual o tempo é certo... Um gesto ou decisão que tem sido adiado mais do que o tempo certo...


Acho que o maiores sonhos vêm de dentro, das profundidades do ser, dos abismos por descobrir no nosso interior. Pelo menos, para mim, esses são os sonhos que mais me alegram, que me fazem ser mais para os outros. Nascem tão fundo e tantas vezes não tenho coragem de os fazer sair de mim, de os partilhar.
Esses sonhos, os maiores, deviam ser como erupções vulcânicas das mais letais, as explosivas, mas que em vez de cinzas e vapores tóxicos, deviam encher as paisagens de justiça, paz e amor.
Como não me sinto nada vulcão, certo dia, resolvi gritar - há que ir treinando. Feito "vulcãozinho" pedi à Joana para gritar comigo, precisava de ajuda. E gritámos os dois.

Lourenço Mendes

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Oh Senhor

Ó Senhor, que difícil é falar quando choramos, quando a alma não tem força, quando não podemos ver a beleza que tu entregas em cada amanhecer. Ó Senhor, dá-me forças para poder encontrar-te e ver-te em cada gesto, em cada coisa desta terra que Tu desenhaste só para mim. Ó Senhor, sim, eu seu preciso da tua mão, do abraço deste amigo que não está. Dá-me luz, à minha alma tão cansada, que num sonho queria acordar. Ó Senhor, hoje quero entregar-te o meu canto com a música que sinto. Eu queria transmitir através destas palavras. Fico mais perto de ti.
Eu falo das casas e dos homens, dos vivos e dos mortos: do que passa e não volta nunca mais... Não me venham dizer que estava matematicamente previsto, ah, não me venham com teorias! Eu vejo a desolação e a fome, as angústias sem nome, os pavores marcados para sempre nas faces trágicas das vítimas. E sei que vejo, sei que imagino apenas uma ínfima, uma insignificante parcela da tragédia. Eu, se visse, não acreditava. Se visse, dava em louco ou profeta, dava em chefe de bandidos, em salteador de estrada, - mas não acreditava! Olho os homens, as casas e os bichos. Olho num pasmo sem limites, e fico sem palavras, na dor de serem homens que fizeram tudo isto: esta pasta ensanguentada a que reduziram a terra inteira, esta lama de sangue e alma, de coisa e ser, e pergunto numa angústia se ainda haverá alguma esperança, se o ódio sequer servirá para alguma coisa... Deixai-me chorar - e chorai! As lágrimas lavarão ao menos a vergonha de estarmos vivos, de termos sancionado com o nosso silêncio