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Sigo-Te

Sigo-Te
com os muitos afectos
as memórias
o que sou
o que não sou
e o que sei ainda
neste meu sentir forte total
querer ser mais

Sigo-Te
na angústia dos momentos tristes
lembro todos os que abracei e
tive ao lado
e que agora só já não posso abraçar
e isso é não poder muito
e isso é absoluto no sê-lo doloroso

Sigo-Te
no Teu caminho
nas memórias que Vivo
e nas que já não vivo mas não esqueço

Sigo-Te
para não me perder
Esperança És, certa
de Reconciliação em Ti
em mim com Outros

e num humilde ousar concertar
lágrimas em tantas gotinhas
que sei existem
dor imensa
entrelaço-me
e fico

Sigo-Te
para no Teu caminhar
memória da Páscoa
Aprender
e sentir-me com Outros
Ser de novo

dulce ac

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Máscaras D’Orfeu

Finjo Finjo tanto
Que até a pensar finjo que penso Finjo tanto, que fujo em cavalos de fumo
Num galope de gazela de vento, com olhos de lua
E lágrimas húmidas de mundos tristes
Só para imitar beleza de imagens que nunca tive (momento doce nesta tempestade subterrânea) Agora...
Agora a infância já me fica tão distante
Mas mesmo assim, continuo a vestir o bibe das riscas azuis
Com que me vou enlamear no pântano mais próximo
Para saborear o medo e a inocência
De quem é condenado por julgar estrelas
As pedras humilhadas desta rua que outrora me pertenceu Construo cidades de água e jardins transparentes
Onde planto flores de sono, que amo e possuo
Num acto único de metamorfose selvagem E finjo
E finjo a coragem que não tenho
No retrato mentiroso da moldura onde me exibem
Com o sorriso irónico da punhalada traiçoeira (Futuro génio da família… dizem eles) Promoção gratuita na condição de nunca ser eu
Mas sim, o cadáver ambulante da sua vontade Querem-me vestido de carne à sua semelhança!
Na…