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...se tem de haver alguma definição, que seja a partir do “ser amado”.

Muitas vezes busca-se definições que possam emoldurar quem se é. É verdade que é a forma de apresentação. No entanto, não pode ser reduzida a características absolutas. Alto ou baixa, gordo ou “Olivia palito”, emotivo ou racional, hetero ou gay, guineano ou holandesa, crente ou ateu, cristão ou islâmica, de esquerda ou de direita, praticante ou não praticante, doente ou saudável, médica ou varredor, corrupto ou irrepreensível, são exemplos de qualificativos com que se rotula a identidade. O Advento pode ser o caminho de quebrar rótulos até ao encontro de alguém que nasce confirmando que se tem de haver alguma definição, que seja a partir do “ser amado”. Aí também reside o “mistério da identidade”.

http://oinsecto.blogspot.pt/2012/12/misterios-da-identidade.html

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Oh Senhor

Ó Senhor, que difícil é falar quando choramos, quando a alma não tem força, quando não podemos ver a beleza que tu entregas em cada amanhecer.
Ó Senhor, dá-me forças para poder encontrar-te e ver-te em cada gesto, em cada coisa desta terra que Tu desenhaste só para mim.
Ó Senhor, sim, eu seu preciso da tua mão, do abraço deste amigo que não está. Dá-me luz, à minha alma tão cansada, que num sonho queria acordar.
Ó Senhor, hoje quero entregar-te o meu canto com a música que sinto. Eu queria transmitir através destas palavras. Fico mais perto de ti.
Já não se espera nada de nós?
Irene Guia, Aci
23 Abril 2018
https://pontosj.pt/opiniao/ja-nao-se-espera-nada-de-nos/

Invade-me uma indignação que até sinto fisicamente quando a falta de verdade, as “falcatruas”, os “esquemas” ilícitos, que vêm à ribalta não encontram a correspondente resposta moral.
A última vez que a senti foi quando mais um caso de “enriquecimento ilícito” de um Curriculum Vitae teve como reação de uma relevante figura pública, com um cargo de grande responsabilidade, o seguinte comentário publicado pelo Expresso a 11 de março de 2018: «é inequívoco que ele fez referência a um aspeto do seu currículo que não era preciso e corrigiu, é esta informação que eu tenho e ele deu essa informação à comunicação social».
A única resposta que eu queria, que eu precisava de ter ouvido, era: é grave se o fez, é talvez ainda mais grave se se o está falsamente a acusar. Que jogadas, que esquemas, que dívidas retribuídas em favores nos impedem de continuar a ser moralmente livres? Um a…
Há conversas que são como alguns rios moçambicanos, plenos de bancos de areia. Levam-nos a desviar a rota e a parar onde não temos mapa.

Helena Ferro de Gouveia